Logo ADB

Associação dos Detetives do Brasil

Apostila – Investigação Conjugal

Autor: Venâncio Melo – Presidente ADB

Sumário

  1. Introdução à Investigação Conjugal
  2. Aspectos Legais e Jurídicos
  3. Ética e Limites Profissionais
  4. Perfil do Cliente e suas Expectativas
  5. Planejamento da Investigação
  6. Técnicas de Campana
  7. Monitoramento Digital e Redes Sociais
  8. Uso de Recursos Eletrônicos
  9. Entrevistas e Coleta de Depoimentos
  10. Documentação e Relatórios
  11. Gestão de Riscos e Segurança
  12. Aspectos Psicológicos
  13. Impacto Social da Infidelidade
  14. Cadeia de Custódia das Provas
  15. Estudos de Caso Reais
  16. Tendências e Novas Tecnologias
  17. Comunicação com o Cliente
  18. Exercícios e Simulações
  19. Erros Comuns em Investigações Conjugais
  20. Conclusão e Recomendações

Capítulo 1 – Introdução à Investigação Conjugal

A investigação conjugal abrange diligências lícitas para verificar fatos de interesse do contratante (ex.: rotina, vínculos, eventuais ilícitos civis), sempre com respeito a direitos fundamentais e limites legais. Objetivos: esclarecer fatos, documentar com rigor e reduzir riscos emocionais e jurídicos.

Escopo do módulo
  • Planejamento e condução ética de diligências não criminais (Lei 13.432/2017).
  • Coleta lícita de informações e documentação probatória (fotos, anotações, OSINT).
  • Comunicação segura com o cliente, gestão de expectativas e saúde emocional.

Este material não ensina interceptações, invasões, rastreamento clandestino ou qualquer prática ilícita.

Capítulo 2 – Aspectos Legais e Jurídicos

Regência: Lei 13.432/2017 (detetive particular – sem poderes de polícia), LGPD 13.709/2018 (base legal, finalidade, minimização, segurança), Marco Civil 12.965/2014 (registros e privacidade).

Capítulo 3 – Ética e Limites Profissionais

Capítulo 4 – Perfil do Cliente e suas Expectativas

Entendimento do caso
  • Motivação e objetivo jurídico (ex.: alimentos, guarda, partilha).
  • Histórico, datas-chave, pessoas e locais relevantes.
  • Riscos: violência doméstica, stalking, escalada de conflito.
Gestão de expectativas
  • Não prometa “provas” ou resultados; comprometa-se com diligência técnica.
  • Explique o que é lícito e o que será recusado.
  • Defina marcos de atualização (ex.: semanal) e formato de relatório.

Capítulo 5 – Planejamento da Investigação

Planejamento reduz custos e riscos e aumenta a qualidade probatória.

  1. Hipóteses e objetivos (o que confirmar/refutar).
  2. Levantamento inicial (endereços, rotina presumida, meios de transporte).
  3. Plano de diligências (campana, observação ambiental, OSINT, entrevistas formais).
  4. Check de legalidade (LGPD, privacidade, autorização de coleta, locais públicos).
  5. Riscos e mitigação (segurança, rotas, protocolos de contingência).

Capítulo 6 – Técnicas de Campana

Campanas devem ser discretas, seguras e legais.

Nunca provoque, persiga de forma temerária ou entre em propriedades privadas sem autorização.

Capítulo 7 – Monitoramento Digital e Redes Sociais

OSINT em redes sociais e bases públicas: coletar dados públicos com rastreabilidade (URL, data/hora, print, hash), respeitando LGPD e termos de uso. É vedado invadir contas, forjar identidades para enganar, ou obter dados por engenharia social ilícita.

Boas práticas
  • Diferenciar fato verificável de opinião/boato.
  • Triangular com outras fontes (documentos, registros de locais públicos).
  • Armazenar evidências digitais com metadados preservados.

Capítulo 8 – Uso de Recursos Eletrônicos

CategoriaUso lícito típicoObservações
Fotografia/vídeoLocais públicos, fachadas, vias, estabelecimentos acessíveis ao públicoSem invasão de privacidade; manter metadados
Gravação de áudioSomente quando você for parte da conversa e permitidoNunca interceptar terceiros
GPSSomente com base legal/consentimento do proprietário do bemVedado rastrear terceiros clandestinamente

Capítulo 9 – Entrevistas e Coleta de Depoimentos

Entrevistas éticas e não coercitivas (modelo PEACE): preparação, rapport, relato, esclarecimentos, fechamento.

Capítulo 10 – Documentação e Relatórios

Relatórios devem ser objetivos, cronológicos e verificáveis.

Estrutura sugerida
  • Capa e sumário.
  • Escopo e base legal (contrato, finalidade LGPD).
  • Metodologia (diligências realizadas).
  • Achados factuais (datas, horários, locais, mídias).
  • Anexos (fotos, prints, logs com hash).
  • Conclusão técnica (sem juízo moral).

Capítulo 11 – Gestão de Riscos e Segurança

Capítulo 12 – Aspectos Psicológicos

Clientes e investigados podem vivenciar estresse, ansiedade e conflitos. O detetive deve:

Capítulo 13 – Impacto Social da Infidelidade

A ruptura da confiança tem efeitos em rede (filhos, família extensa, trabalho). Documente fatos com sobriedade, evitando ampliar danos sociais e exposição pública indevida.

Capítulo 14 – Cadeia de Custódia das Provas

Garante autenticidade e integridade.

Capítulo 15 – Estudos de Caso Reais (anonimizados)

Caso A – Rotina divergente

Campanas diurnas alternadas, OSINT de check-ins públicos, correlação com notas fiscais. Relatório objetivo sem exposição desnecessária.

Caso B – Risco de violência

Sinais de escalada; investigação suspensa; cliente encaminhado para apoio jurídico/protetivo. Ética e segurança prevaleceram.

Capítulo 16 – Tendências e Novas Tecnologias

Capítulo 17 – Comunicação com o Cliente

Capítulo 18 – Exercícios e Simulações

  1. Plano de caso: elaborar planejamento com hipóteses, riscos e limites legais.
  2. Relatório cego: redigir achados sem juízo moral, com anexos e hash.
  3. Triangulação OSINT: montar dossiê com prints e metadados preservados.

Capítulo 19 – Erros Comuns em Investigações Conjugais

Capítulo 20 – Conclusão e Recomendações

A investigação conjugal exige técnica, legalidade e ética. Priorize planejamento, segurança, documentação rigorosa e comunicação clara. Quando houver indícios de crime ou risco, encaminhe às autoridades.

Checklist final
  • Contrato com escopo, limites e base legal (LGPD) claro?
  • Plano de diligências e matriz de riscos aprovados?
  • Campanas e OSINT realizados dentro da legalidade?
  • Mídias originais preservadas com hash e logs?
  • Relatório objetivo, cronológico e sem juízo moral?