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Associação dos Detetives do Brasil

Apostila – Fotografia na Investigação

Autor: Venâncio Melo – Presidente ADB

Sumário

  1. História da Fotografia Forense
  2. Fundamentos de Fotografia
  3. Equipamentos Fotográficos
  4. Técnicas de Iluminação
  5. Fotografia de Cena de Crime
  6. Registro de Vestígios
  7. Fotografia de Lesões Corporais
  8. Fotografia de Documentos
  9. Fotografia Digital e Tratamento de Imagem
  10. Fotografia com Drones
  11. Fotografia em Campanas
  12. Aspectos Legais da Fotografia Investigativa
  13. Proteção e Cadeia de Custódia
  14. Fotografia em Perícias Judiciais
  15. Ética e Sigilo em Fotografia
  16. Estudos de Caso
  17. Tecnologia e Inovações
  18. Exercícios Práticos
  19. Erros Comuns e Como Evitá-los
  20. Conclusão e Recomendações

Capítulo 1 – História da Fotografia Forense

A fotografia forense nasce no fim do século XIX com o registro sistemático de cenas de crime, identificação (bertillonagem) e documentação de vestígios. Evolui do filme analógico ao digital, incorporando metadados, RAW, georreferenciamento, drones e fluxos de preservação de evidências.

Finalidade histórica e atual
  • Registrar como algo era no momento da coleta (contexto, posição, estado).
  • Permitir revisão independente por autoridades e peritos.
  • Servir como prova técnica com autenticidade e integridade preservadas.

Capítulo 2 – Fundamentos de Fotografia

Domine o triângulo de exposição e seus efeitos probatórios.

Desative “modos de cena/IA/embelezamento/HDR automático”; podem alterar indevidamente a aparência probatória.

Capítulo 3 – Equipamentos Fotográficos

CategoriaRecomendaçãoUso típicoObservações
CâmeraDSLR/Mirrorless c/ RAW e metadados completosGeralClock sincronizado; firmware registrado no relatório
Lentes50mm eq. (normal), 24–70mm, macro 100mmContexto e macroEvite ultrawide para identificação fisionômica
SuporteTripé estável + disparador remotoBaixa luz/macrosPrevine tremor; padroniza enquadramento
IluminaçãoFlash externo, luz contínua, difusoresControle de reflexosPolarizador e cross-polarization para brilhos
Color/escalaCartão cinza 18%, carta de cores, reguas ABFOCalibração/mediçãoEscala “L” para lesões e objetos pequenos
GestãoCartões SD/XQD; lacres; maleta rígidaLogísticaEtiquetar, lacrar e registrar numericamente

Capítulo 4 – Técnicas de Iluminação

Capítulo 5 – Fotografia de Cena de Crime

Sequência padrão (sem mover nada):

  1. Visão geral: planos amplos (360° se possível), entradas/saídas, pontos de referência.
  2. Médio alcance: relação entre vestígios e contexto (marcadores numerados).
  3. Close-up: detalhes com escala e, quando útil, sem escala.
Boas práticas
  • Foto de identificação (data, hora, local, operador, equipamento).
  • Numeração consistente de marcadores e correspondência com o Photo Log.
  • Evitar pisoteio e contaminação; EPI e rotas definidas.
Registro
  • Metadados: data/hora, lente, exposição, GPS (se aplicável).
  • Croquis/floor plan: indique posição da câmera e direção.
  • Timecode sincronizado entre foto, vídeo e outros sensores.

Capítulo 6 – Registro de Vestígios

Fotografe antes de coletar, medir ou mover qualquer item.

Capítulo 7 – Fotografia de Lesões Corporais

Proceda com consentimento informado, respeito e privacidade.

Capítulo 8 – Fotografia de Documentos

Capítulo 9 – Fotografia Digital e Tratamento de Imagem

Permitidos ajustes globais e reprodutíveis (exposição, WB, contraste leve), mantendo originais intactos. Proibidos ajustes que criem/removam elementos (clonar, apagar, “healing”).

Fluxo de integridade
  • Offload dos cartões → cópia segura → gerar hash (SHA-256) dos originais.
  • Trabalhar em cópias (derivados); registrar software/versão e parâmetros.
  • Controle de versões; logs de acesso; backups criptografados.

Capítulo 10 – Fotografia com Drones

Útil para reconstituições, áreas amplas e segurança. Observe normas aeronáuticas e de privacidade. Planeje rotas, altitude, vento, autonomia e failsafe. Geoetiquete e exporte logs de voo.

Capítulo 11 – Fotografia em Campanas

Capítulo 12 – Aspectos Legais da Fotografia Investigativa

Atue conforme Lei 13.432/2017 (detetive: sem poderes de polícia), LGPD 13.709/2018 (base legal, finalidade, minimização e segurança) e Marco Civil 12.965/2014.

Capítulo 13 – Proteção e Cadeia de Custódia

Antes
  • Cartões de memória numerados; lacres e logs de uso.
  • Sincronização de relógios (câmeras e celulares).
Depois
  • Geração de hash dos arquivos originais; armazenamento WORM/criptografado.
  • Controle de acesso; trilhas de auditoria; backups 3-2-1.

Nunca edite o arquivo original; todo processamento ocorre em cópias derivadas.

Capítulo 14 – Fotografia em Perícias Judiciais

Capítulo 15 – Ética e Sigilo em Fotografia

Capítulo 16 – Estudos de Caso

Cena complexa

Sequência geral→médio→detalhe + croqui e timecode cruzado com CFTV; correlação confirmou dinâmica sem mover objetos.

Lesão com baixa visibilidade

Cross-polarization e carta de cor revelaram gradações sutis; repetição em 48h documentou evolução cromática.

Documento reflexivo

Copy-stand, polarizador e f/11 eliminaram brilho e distorção; preservadas margens e metadados.

Capítulo 17 – Tecnologia e Inovações

Capítulo 18 – Exercícios Práticos

  1. Sequência forense: fotografe um cenário simulado (sala) em geral→médio→detalhe com escala e Photo Log.
  2. Iluminação oblíqua: registre pegada em pó fino/poeira; compare sem/with luz rasante.
  3. Documento: faça cópia perpendicular de um documento brilhante com polarizador e carta de cor.

Capítulo 19 – Erros Comuns e Como Evitá-los

Capítulo 20 – Conclusão e Recomendações

Fotografia forense eficaz exige técnica controlada, ética e cadeia de custódia. Padronize processos, preserve originais e documente cada passo para garantir valor probatório.

Checklist final
  • RAW + JPEG; relógios sincronizados; “foto ID”.
  • Sequência geral→médio→detalhe (com e sem escala).
  • Iluminação adequada e WB fixo; carta de cor quando preciso.
  • Offload, hash, cópias, logs e controle de acesso.